02 abril 2012

Móvel Para Ambientes de Trabalho-Ergonomia


Conforto dos Móveis no Ambiente de Trabalho


Temos passado cada vez mais tempo sentados em frente a um computador, de modo que a mesa e a cadeira de escritório assumem, junto ao notebook ou desktop, um papel diferenciado em nossas vidas. Essa evolução do espaço de trabalho é uma resposta ao avanço da sociedade, que deve ser compreendida em sua totalidade.

Conta a história que foi o naturalista Charles Darwin quem primeiro criou a cadeira de escritório moderna, quando colocou rodas em sua cadeira para ir até seus espécimes com mais agilidade. Depois disso, com o advento do transporte ferroviário, potencializado nos Estados Unidos em meados do século XIX, os negócios empresariais começaram a se expandir muito além do modelo tradicional de administração familiar, passando a se estruturar da maneira como conhecemos hoje.



A indústria moveleira, participante ativa dessa evolução, tem sido desde então alvo de estudos, tanto no Brasil quanto no exterior. No cenário nacional, a década de 1990 marcou a abertura da economia, e vários de seus setores se desenvolveram e contribuíram para o aumento da concorrência – criando alterações no conceito de diferenciação via preço para diferenciação via diversificação e flexibilização de produtos e serviços. 

 Em projetos comerciais, é crescente a preocupação com o desenvolvimento de produtos que atendam cada vez melhor às necessidades dos usuários de mobiliário corporativo, sem deixar de lado a preocupação com a sustentabilidade.

Aliar ainda design artístico (aparência física) e funcionalidade tem sido o grande desafio dos profissionais de criação, pois além de belo e ecológico o produto precisa atender às exigências ergonômicas, permitir múltiplos usos.

A NR 17, por exemplo, estabelece os padrões imprescindíveis ao mobiliário. Segundo essa norma, para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação, atendendo aos seguintes requisitos mínimos: 

a) altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;
b) área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;
c) características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. 


Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender a alguns requisitos mínimos de conforto: 

a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;
b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;
c) borda frontal arredondada;
d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. 



Há muito tempo o tema “ergonomia” é assunto discutido no meio científico. Com o desenvolvimento da tecnologia e o consumo cada vez maior de equipamentos eletrônicos, a preocupação com a relação entre homem e máquina intensificou-se. 

Fatores como rotatividade, absenteísmo, greves e doenças ocupacionais tornaram-se mais frequentes, e maior passou a ser a exigência por produtos que apoiem a prevenção de doenças. Uma boa notícia é que os catálogos das indústrias moveleiras tem se expandido sempre mais, em quantidade e qualidade. 
Além das mesas, cadeiras, armários, painéis divisórios e gaveteiros, muitos outros itens passaram a integrar a lista, os quais vão desde as complexas divisórias piso-teto até simples acessórios, como os porta-objetos. 
Designers de móveis são desafiados a apresentar ao mercado criações que contribuam para a saúde do usuário e, consequentemente, favoreçam a produtividade. 

Baseado em artigo do Forum da Construção (IBDA)

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